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terça-feira, 30 de junho de 2015

O BATISMO  Mat.3:13  Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galileia para o Jordão, a fim de que João o batizasse.

Anibal L. Freschi

O batismo de Jesus é um acontecimento repleto de lições para a vida do cristão. Uma das lições, diz respeito ao seu próprio significado, ou seja; o que é o batismo e qual é a sua finalidade, uma vez que sabemos haver pessoas que morreram sem a experiência do batismo, de cuja salvação, não temos dúvidas. O ladrão na cruz, por exemplo. O batismo, nada mais é do que um símbolo daquilo que já se acha estabelecido no interior do coração. Ou seja, arrependimento, confissão,  perdão e regeneração. Uma pequena ou grande porção de água não pode substituir O Espírito Santo de Deus na sua atividade de convencimento do pecador quanto ao seu estado e indução a um novo procedimento para a vida aqui, passando a considerar também sua própria situação na eternidade. O batismo é apenas um símbolo de que de fato as coisas são assim no coração do batizado. No batismo de Jesus, enxergamos seu legítimo direito  ao batismo, uma vez que se tratava de alguém com tudo resolvido dentro de si, pois era Santo, Santo, Santo. Era parte indispensável da Trindade que se ocuparia da salvação dos pecadores. Fosse o caso de ser o seu batismo, uma forma de identificação com os pecadores, seu batismo seria então uma farsa; um faz de contas. Verdade é, que muitos se submetem ao batismo sem que as coisas estejam resolvidas em seus corações. A cerimônia nada poderá fazer por eles. Consequentemente nenhuma novidade de vida será notada, pois se limitaram ao símbolo e pularam as etapas do arrependimento, da confissão, do perdão e da regeneração. Amém?   


segunda-feira, 29 de junho de 2015

CONECTADOS COM O DESERTO   Mat.3:2 “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.”

Anibal L. Freschi


Era o que se ouvia lá do deserto da Judeia. Mensagem aparentemente simples. O que se via lá no deserto? Um homem extremamente simples. Uma figura que nem de longe sugeria algum sucesso material. O que havia para se comer, naquele deserto? Nenhuma mesa farta de alimentos variados. Mas apenas gafanhotos tostados ao sol e mel retirado das fendas das pedras. Sim, meus queridos; nenhuma campanha ou cruzada que impressionasse. Apenas um homem simples, com uma breve mensagem; “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. A voz do que clamava no deserto, precisa ser ouvida hoje  por todos os que desejam fazer parte do reino dos céus, por todos que sabem que o governo corrupto e injusto daqui, será substituído por um governo de justiça e de paz. Mas é preciso compreender que, nem mesmo os mais zelosos religiosos, como o  foram, fariseus e saduceus , estão isentos do quesito; arrependimento. Nem mesmo os mais apegados à instituição religiosa de seus pais, como se diziam ser aqueles que se auto denominavam, filhos de Abraão. Sem arrependimento, não há perdão. E sem perdão não há salvação.E quem pode nos conceder tão magnífico benefício? Apenas Aquele, a quem nossos pecados e culpas ofenderam, tornando-se portanto, pelo porte infinito do  ofendido, numa dívida infinita, possível de ser saldada, apenas pelo perdão infinito e eficaz, que só Ele pode conceder, uma vez que na cruz. pagou por nós prêço também infinito.  Simples a mensagem vinda do deserto, não? Porém, objetiva e indispensável, a todos nós que aguardamos pelo reino dos céus. Amém? 
OS PECADOS DE TODOS NÓS Mat.7:3 Porque vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?

Anibal L. Freschi


Às vezes me surpreendo, perguntado; Porque tantos cristãos fazem tanta distinção e atacam preferencialmente, algum tipo de comportamento que elegem em seus corações, como dignos de repulsa? Muito poucas vezes há manifestações expressivas desses paladinos, repudiando corrupções, injustiças, falta de dignas condições de vida para a população pobre. Negam-se a pensar e analisar  seus representantes na condução do país.  Escondem-se na trincheira da pseudo e suposta fé, que nunca se mistura com política. Deixam para os outros tal serviço. S.Tiago definiu como religião verdadeira, aquela que se ocupa e se preocupa com a situação dos desfavorecidos em suas misérias, No entanto, quando se trata da vida pessoal, particular e inclinações sexuais dos outros, se juntam em cruzada furiosa e rapidamente acendem suas fogueiras. Houve tempo em que por aqui, ser alguém chamado de protestante, significava portas fechadas e exclusões em todos os âmbitos. Muitos sofreram. Mas hoje tal pecado acha-se no esquecimento. Nossa missão é a de sermos luz e sal. Nossa mensagem, é a de Cristo:” Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”. Isso, se estende à todos que se sentem prisioneiros de algum tipo de cárcere, inclusive das algemas da rejeição e discriminação que aprisionam seus próprios corações, apesar de dizerem que amam o pecador e odeiam o pecado. A maneira como tratam as pessoas que lhes são diferentes, não comprovam isso que afirmam sempre. Creio que todos, sem distinção, necessitamos nos aproximarmos bastante de Cristo para sentirmos os efeitos do seu grande amor que nunca nos discriminou por nada. Não adianta permanecer vigiando a vida dos outros, enquanto a nossa própria vai se apodrecendo pela ação das bactérias que nossos próprios pecados produzem. Cristo sugeriu que a primeira pedrada ,partisse das mãos daquele que não tivesse pecado algum. Já existe tal pessoa? Não creio. Gastemos tempo e energia em pregar à Cristo. O resto é com os ouvintes. Eles decidirão por si e não nós por eles. Amém?  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O CRISTO DOS CRISTÃOS

Anibal Freschi


Quando olho para os inúmeros templos fechados durante o dia, fico pensando nas despesas que isso acarreta. Penso nas possibilidades  de aproveitamento ao serviço social do bairro. Alguns exibem letreiros bem sugestivos, além dos nomes das agremiações. Mas permanecem ali, sem qualquer utilidade, esperando apenas pelas duas horas, nalgumas vezes da semana, para o uso dos devotos. Porque não um só templo em cada bairro, congregando diversas denominações ao mesmo tempo? Porque não, o revezamento dos pregadores, que se acostumariam a reunir-se, para juntos, estudarem a Palavra e orarem juntos, fora dos horários de cultos? Com o dinheiro economizado, muito se poderia fazer pelos necessitados. Mas o que parece haver, é uma disputa por territórios e por almas. Fico pensando na oração sacerdotal de Cristo, clamando ao Pai, que Sua Igreja fosse una, e que suas ovelhas fossem unidas em plena e franca comunhão. O que há por detrás desse separatismo? Quando contemplo O Cristo em sacrificial auto renúncia, penso que poderíamos renunciar à uma porção de coisas que nos impedem de caminharmos em Santa União. Renunciar à vaidade denominacional, ao orgulho clerical, ao desejo de poder. O Cristo que se esvaziou, o fez não de qualquer coisa não. Esvaziou-se da honra gloriosa e divina, para tornar-se em miséria humana. Fez opção pela manjedoura, pela vida simples e pobre. Recebeu nos ombros, ao invés de tapinhas e cumprimentos, uma dura e pesada cruz, que seria  apoio para o seu corpo em sua agonia extrema. Não sei não, mas ando muito desconfiado de que O Senhor não reconhece no cristianismo que vivemos, aquilo que Ele espera de nós. Unidos numa só fé, seja secundária ou primária com olhos atentos ao serviço em favor dos necessitados, sem nada esperar receber por isso. Um povo de sentimentos santos, e isentos das cobiças e vaidades. Sei lá... Vai que eu esteja errado! Enfim, não me sinto confortável assistindo tudo isso, sem nada dizer.

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